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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, Homem, de 20 a 25 anos



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Um convite para você

Ah, venha, vamos festejar
Não hesite, por que se amuar?
Abra o guarda-roupa, escolha seu vestido
Perfume-se, vista-se, vamos festejar

Deixa a tristeza de lado
E os lamentos, lance-os para longe
Seja a Alegria o seu colar
E os risos o adorno de teus lábios

A entrada é um sorriso
A comida é um bolo de felicidade
Acompanhada do vinho da amizade
Fique à vontade, é tudo de graça

Anda, aproveita
A vida é uma grande festa
E Deus é o nobre anfitrião
Dance, coma, divirta-se

Ele vai achar o máximo!

Escrito por Helder Nozima às 08h28
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Vamos viajar?

Sopra o vento
Enchem-se as velas
Soltem as cordas
Vamos velejar

Avante, marujos!
O mar nos chama
O céu esta limpo
É hora de zarpar

Terra firme, adeus
Novos portos me esperam
Novas aventuras me aguardam
Preciso navegar

Aventura, seja bem vinda
Alegria, assuma o timão
No mastro se posiciona a Sabedoria
Vamos percorrer o belo azul do mar


Escrito por Helder Nozima às 08h14
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Obrigado, Senhor

Amo-te, Senhor
Como podia ser diferente?
Se o teu amor e a tua fidelidade
Cercam para sempre o teu servo?

Pela manhã, concedes-me alívio
Tocas-me com tua suave mão
Trazes refrigério ao meu coração
E bálsamo para as minhas feridas

Durante a tarde não me deixas
Meu trabalho, faço-o em ti
Que me sustenta momento após momento
Com graça e misericórdia

À noite, embalas-me com canções
Derramas inspiração sobre o teu servo
Dás a ele sonhos e emoções
Velas pelo meu repousar

Grato te sou pelo teu cuidado
Que minhas obras possam louvá-lo
Dia após dia, em toda a minha vida
Até o momento do nosso reencontro

Amém.

Escrito por Helder Nozima às 13h42
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Uma noite no deserto

“Anda, vem. Não tenha medo. Prove as minhas delícias e refaça aqui as suas forças”. Assim, doce e suave, falava a voz comigo. Cansado, vestido de trapos, estirado no meio do deserto, julguei estar louco, ouvindo coisas. Mas eu a ouvi de novo: “Anda, vem. Come, beba, refaça as suas forças.”
Perdido, levantei os olhos. Era noite, estava frio. Diante de mim uma figura já conhecida. Bela como a noite, vestida pelas trevas, seus cabelos negros voavam com o vento. Estava em pé, diante de uma mesa repleta de iguarias. Sua pele branca reluzia com o luar, seus lábios negros emitiam um sorriso malicioso. Uma serpente se alojava em seus ombros, e uma taça de vinho escarlate adornava suas mãos pálidas e delicadas, com os dedos repletos de anéis. Um colar de contas de caveira repousava sobre seu colo.
Vê-la era uma experiência perturbadora. Era evidente que aquela mulher não era humana. Sua beleza era angelical, hipnótica. Nada parecia mais agradável do que olhar para ela. Mas ela também inspirava medo. Suas jóias traziam caveiras, espinhos, maldições em alto relevo. O seu toque era frio, gélido, cadavérico. O seu amor não era puro ou casto, mas devasso e consumidor, ninguém podia permanecer em sua presença. Sim, era um anjo. Mas um anjo caído. Um Anjo Negro.
“Não posso, vá embora”, disse-lhe, quase sem forças.
“Ah, mas como te deixaria aqui? O que esperas? Sai logo deste deserto. Bebe este cálice de vinho. Garanto que, em segundos, te levarei para longe daqui.”
“Não, não posso. Ele virá. Ele disse que me buscaria aqui. Ele não me abandonará.”
“Acha mesmo? Ele virá até você com pão, vinho e vestes reluzentes? Dará a você tudo que quiseres?”
“Não, mas me dará o que preciso.”
“Ora, mas que bobagem!”, zombou a mulher, com os olhos cheios de raiva. “Não te dará nada. Veja aonde você foi parar. Em um deserto!”
“Antes segui-lo para o deserto do que acompanhá-la até a sepultura.”
Ela parou. Sabia que era verdade. Aquele anjo me acompanhava desde o dia em que nasci. Já a ouvi várias vezes, e provei de muitos de seus quitutes. Eram deliciosos. Jamais me esquecerei do sabor de cada prato que ela me ofereceu. Mas seus pratos consumiam-me as forças. Prostravam-me em dores, febres, vômitos. As roupas se apegavam ao meu corpo, cobertas pelo suor. Minha alma se contorcia dentro de mim, irrompia em brados, gritos pavorosos, choros descontrolados. Não nego que algumas vezes aquela comida me deu forças para caminhar. Ajudou-me a esquecer minha fome e pobreza. Mas logo me deixavam doente, caído, aflito.
Enquanto pensava nessas coisas, não percebi que ela se aproximara de mim. Podia sentir o frio saindo de suas pernas. Inclinou-se, exibindo o seu decote. Com um sorriso, ergueu minha cabeça e disse: “Prova-me”. Sorveu um gole de vinho, achegou os seus lábios junto aos meus, e beijou-me. O vinho que ela havia bebido estava agora dentro de meus lábios.
Hum, que delícia! Aquele gole era doce, forte, delicioso. Sentia-me embriagado. Em um movimento quase involuntário, engoli-o, e caí no chão, sem forças.
“Veja, você não pode resistir. Não consegue. Tudo o que você quer está comigo. Anda, deixa-me te dar mais um pouco”, disse, tornando a erguer minha cabeça e trazendo o cálice junto aos meus lábios.
Naquele momento me lembrei do vinho que Ele me dava. Não havia como comparar os dois vinhos, são de naturezas diferentes, estimulam partes do corpo diferentes. Mas o vinho d´Ele me aquecia e fortalecia. Acalmava a minha alma em aflição. Retirava o transtorno de minha face. Trazia paz e serenidade ao meu espírito. Era suave, e não forte. Seco, mas delicioso. Com a sua força, podia enfrentar até mesmo os sátiros do deserto.
Enquanto pensava nisso, o Anjo Negro enchia a minha boca de vinho. Recuperando por um instante a força, afastei-me dela e cuspi. As areias sorviam o líquido.
“Saia daqui!”, ordenei. “Já posso sentir minha alma se agitando por causa de um simples gole. Vejo as lágrimas se achegando aos olhos, e sinto a acidez de meu estômago. Ele disse que viria. E virá! Tenho certeza que não serei desamparado”.
“Tolo!”, balbuciou em sarcasmo a mulher, tomando o seu vinho de um gole só. “Você era meu, e eu te dava o que querias. Estive com você todos os dias de sua vida, e é assim que me retribuis? Não permitirei que me recuses de novo.”
“Não cabe a você decidir isso”.
“Pois veremos”, e com estas palavras a serpente saiu de seus braços, e caindo na areia, veio em minha direção. Sabia que a sua picada poderia me matar. Em desespero, gritei:
“Salva-me, Ancião de Dias!”
E um clarão cortou o céu, cegando-me. Quando abri os olhos, não vi mais nada, a não ser um tapete simples estendido sob a areia, com um pedaço de pão sem fermento e água. Esfomeado, levantei-me, comi e bebi. Era a comida do Ancião. Lentamente, senti minha força voltar.
Ergui-me, esperando vê-lo. Mas uma voz em meu coração me disse: “Anda, continua a caminhar. Estou sempre contigo. Não é aqui que me verás. Continua a tua jornada, e eu irei ao teu encontro”. Feliz, comecei a andar. Ele virá.
Ao fundo, ouvi o que me pareceu um corvo. Sabia quem era. Ela também me acompanharia. Mas sabia que não precisava ter medo. Ele virá. E nem mesmo ela pode impedir o nosso encontro.


Escrito por Helder Nozima às 16h39
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Dama da Noite

"Ah, se pudesse vê-la
Ainda que de relance
Escondida entre as árvores
Oculta por uma névoa!

Uma simples visão de tua face
Iluminaria um dia triste
Seria um bálsamo para o meu coração
Remédio para as minhas tristezas

Mas oculta estás
Envolta pelas nuvens
Acima das minhas forças
Além de meus pensamentos

Procuro por ti, ansiosamente
Suspirando pelo cicio de sua voz
Sedento pelo toque de seus lábios
Pelo suave perfume de seu corpo

Quem me dera tocar em seus cabelos
Rever o céu em teus olhos
O brilho do Sol em seu rosto
Refletido no branco de seu sorriso

Envolvam-me os teus braços
Abriga-te junto ao meu peito
Deixe-me sentir o desenho de suas curvas
O ruído da tua respiração

Quem me dera poder sentir a batida do teu coração
Chamando pelo meu nome
Iria até ti como um raio
Não negaria o seu chamado

Mas tirada foste da terra
Rompeu-se o fio de prata
Partidos ficaram os meus sonhos
Desfeita a minha ilusão

Perdeu a noite o seu brilho
E o mar as suas cores
O Sol empalideceu
No dia que te perdi

Sinto a tua falta, Dama da Noite
Dos nossos amores e carícias
Das nossas brigas e discórdias
Da paixão que animava nossos corações."

Escrito por Helder Nozima às 00h30
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