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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, Homem, de 20 a 25 anos



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Poesias e confissões de um nipo-reformado
 

Confissão do dia

Ó, Senhor, recebe a oração de teu servo
De minhas faltas hoje me recordo
Venho lamentar os meus erros
Suplicar o perdão de meus pecados

Perdoa Senhor a minha ingratidão
Por me esquecer das bênçãos concedidas
E murmurar acerca de quem sou
Por ser o caco que discute com o Oleiro

Perdoa, Senhor, os erros de meu coração
Por me deixar levar pelas paixões
E procurar achar em mulheres
Aquilo que elas não podem me dar

Perdoa-me por tentar ser o meu Provedor
Por querer conseguir pelo meu esforço
Aquilo que somente o Senhor pode prover
E esquecer-me que tu és bondoso

Perdoa-me pelas vezes em que eu não cri
Que o Senhor recompensa os que te buscam
Que a tua vontade é o melhor para mim
Que tu me amas e queres meu bem

Perdoa a ira e o ressentimento
De um jovem que se rebela
Por não ver seu desejo satisfeito
Por não aceitar ser quem ele é

Perdoa-me por não me importar com as pessoas
Por não me colocar no lugar delas
Por querer ferir e machucar a algumas
E não desejar o bem de outras

Perdoa os meus juízos
Os meus rancores e medos
As ofensas gratuitas
As palavras ríspidas

Salva-me de mim mesmo
Eleva os meus olhos a Ti
Cative os meus pensamentos
Domine o meu coração

Viva eu para a tua glória
E que o Senhor seja o meu prazer
Assim oro a ti
Em nome de Jesus, Amém!

Escrito por Helder Nozima às 11h39
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Pequenos gestos

O que torna um homem feliz?
Seriam os grandes feitos
E atos de heroísmo?
Dinheiro e poder?

O que muda a vida de alguém
São pequenos gestos
Feitos no momento certo
Com amor e carinho

Um sorriso de alguém que se ama
Um abraço quando se está triste
A palavra temperada com amor
O ombro amigo na hora do choro

Feliz quem pode desfrutar
Destes pequenos favores da vida
Dia após dia, ao longo dos anos
Na presença do Senhor.




Escrito por Helder Nozima às 11h28
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Caminho estreito

Se quereis atingir o caminho da felicidade
Aquele que conduz ao maior tesouro
A maior Pessoa e as maiores bênçãos
Sabei que a estrada está cheia de perigos

Não se iluda com os que dizem que é tudo fácil
O caminho é estreito e apertado
Suas exigências são maiores do que pensas
A ajuda nunca vem como gostarias

O Seu Guia estará sempre por perto
Mas, na maioria das vezes, te parecerá distante
Buracos infestam a estrada
As quedas serão inevitáveis

Raramente a luz é clara
Ela pode te mostrar o fim da rota
E te ocultar a armadilha posta em frente
É muito fácil ficar perdido

Ando para cá e ando para lá
Sem saber a direção correta
Perco a estrada com facilidade
Mas a duras penas a acho de volta

Você sente fome, sede e frio
Mas quase ninguém percebe
A dor dos caminhantes os impede
De prestarem atenção em você

Os obstáculos são intransponíveis
Te pedirão mais do que tu podes dar
Algumas ladeiras são inescaláveis
Não se pode vencê-las sozinho

A vontade de se desviar está presente
Você sempre ouvirá o riso daqueles
Que escolheram o caminho largo
E desprezam a sua escolha

Sempre haverá os relatos
Dos caminhantes que chegaram lá
Que venceram a estrada
E chegaram ao tesouro!

Mas tais histórias não facilitam a caminhada
Podem até inspirar alguns felizes
Mas não consigo acreditar no que dizem
O caminho é mais duro do que pintam

Gostaria que tudo fosse mais fácil
Mas não há outra opção
A não ser continuar caminhando
Na esperança de chegar ao final

Escrito por Helder Nozima às 11h43
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Mundo real

De todos os exercícios da maturidade
Não há nada mais difícil que a tarefa
De olhar para o mundo como ele é
E conseguir encarar de frente a realidade

Não é por acaso que otimista e realista
Não significam a mesma coisa
Uma coisa é esperar mais do que se vê
Outra, bem diferente, é aceitar o que se tem

Viver é uma tarefa cruel
No mundo real, os heróis são raros
A beleza é dádiva de poucos
A maioria dos sonhos naufraga

O amor não é muito diferente da paixão
O príncipe encantado não é de todo puro
Seus pensamentos permanecem impublicáveis
Chocariam até mesmo a princesa

O trabalho tem seus momentos de enfado
As pessoas descansam e continuam cansadas
Se enchem de prazer e permanecem vazias
Como sempre estiveram

Os piedosos invejam os pecadores
No seu íntimo, sonham com a vingança
Com o dia em que Deus os encherá de prazer
E trará dores indizíveis àqueles

As boas obras são difíceis e penosas
A terra é lavrada, e o fruto não vem
O pobre recebe ajuda, mas não agradece
As pessoas reclamam de sua boa vontade

Aquilo que é doce te deixará doente
O que é saudável não é gostoso
Não se pode desfrutar de prazer algum
Sem sentir uma dose de culpa

Elevado é o preço da glória
A excelência custa a sua vida
Terás que sacrificar aquilo que amas
E nem sempre a troca vale a pena

Maduro é aquele que não foge nem nega
Quem consegue parar de fingir que não vê
E consegue manter a razão e a esperança
Aceitando o mundo como ele é

Escrito por Helder Nozima às 11h23
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Corra, corra, coooorraaa...

Mexa-se, não pare
O show tem que continuar
Se a Terra não para de girar
Não é você quem vai poder descansar

Faça, o que importa é fazer
Não se preocupe com porquês
Corra pra lá, corra pra cá
Mexer-se é o que conta

Não se preocupe em pensar
De um jeito ou de outro
O mundo vai mesmo te engolir
Não há como escapar

Acorde, coma, saia
Estude, almoce, trabalhe
Estude de novo, de novo, de novo
Só não pare pra descansar

Porque o mundo não pode parar
E ele não vai parar por você
Corra, antes que ele te atropele
E te deixe morto no meio do caminho

Escrito por Helder Nozima às 17h28
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Fome de quê?

Desejo, mas não sei bem o quê
Só sei que tem uma fome que arde
Um vazio que consome as entranhas
Um cansaço que me rouba as forças

Os olhos se abaixam, melancólicos
O corpo clama por repouso
Os ombros andam curvados
O semblante, cabisbaixo

Em pleno meio-dia sinto frio
O céu resplende em azul
Mas insisto em olhar para o negro
Os olhos não enxergam as cores

Fome e fasto se alternam
A boca não sabe se come
Ou se fica de regime
O estômago fica indiferente

Só me resta esperar
Olhar para o céu
E tentar entender
Onde está esse vazio

Quem sabe Deus não se compadece
E traz consigo uma luz
Que consiga vencer as trevas
E preencher estas lacunas

Escrito por Helder Nozima às 14h37
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Grande ou pequeno?

Ah, meu Senhor, acaso será possível
Singrar os mares, viajar pelo mundo
Realizar grandes façanhas, ser um herói
Sem perder o prazer das pequenas coisas?

Pois desejo os dois lados da moeda
Abraçar ao mesmo tempo o Norte e o Sul
A grandeza e a simplicidade
O incomum e o ordinário

Pois é bom viver a vida intensamente
Mergulhar de cabeça nas coisas
Sentir que o doce é doce
E que o amargo é amargo

Ter o espírito inquieto
E sonhar em abraçar o mundo
Conhecer todos os portos
Vislumbrar todos os povos

Ser o protagonista, e não o coadjuvante
O homem das grandes batalhas
Que não teme a luta ou a morte
Ser quem faz as grandes coisas

Mas também é bom ser pacato
Balançar-se calmamente na rede
Ver a beleza que está ali na esquina
Escondida em uma simples flor

Saborear as coisas com calma
Contentar-se com aquilo que se tem
Não gastar seus dias correndo
Sem nem saber para onde se vai

Viver uma vida simples
Onde se pode ser quem se é
Sem ter que provar nada para ninguém
Nem mesmo para mim

As melhores coisas da vida são as pequenas coisas
Um sorriso na hora certa
Um passeio de mãos dadas pelo parque
Ficar o dia todo abraçado

Mas é impossível não desejar as grandes
Ser movido pelo desejo de avançar
Não querer deixar a sua marca
Nos homens de hoje e de amanhã

Ensina-me, Senhor, a ser o que devo ser
Quer seja grande ou pequeno
Faze-me viver as duas coisas
Na proporção que melhor te agradar.

Escrito por Helder Nozima às 11h28
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Um porto simples

Recordo-me de ti, da tua suave acolhida
Eras simples, mas acolhedor
Sempre me acolhestes calorosamente
Não me negastes o teu melhor

Teu ancoradouro modesto
Não podia acolher grandes naus
Que singram os oceanos
A procura de grandes tesouros

Mas não queres viajantes apressados
Que não saberiam apreciar tua hospitalidade
Preferes aqueles que não tem pressa
Quem se delicie com a tua imensa beleza

Diminua eu o passo
Baixem as velas
Que eu viaje no embalo do mar
No compasso das ondas

Aprenda eu contigo, belo porto
A apreciar a simplicidade da vida
O ruído da maré que sobe e desce
O vôo celeste das gaivotas



Escrito por Helder Nozima às 10h48
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