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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, Homem, de 20 a 25 anos



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Poesias e confissões de um nipo-reformado
 

Caçada noturna

Tentei fugir, mas não consegui
Corri, mas não o suficiente,
Minhas pernas não me obedeceram
Caí e fui alcançado, feriram-me sem dó

Flechas choveram sobre a minha cabeça
Cortando o ar ao meu redor
Rasgando minhas costas, braços e pernas
Espalhando o meu sangue pelo chão

Ao longe, o latido dos cães
Ávidos por um pouco de carne
E sedentos por litros de sangue
Correndo com a agilidade de lobos

Seus dentes são mais afiados que o aço
Com gosto, dilaceram a presa
Desfiguram-me o rosto
E devoram-me a pele

Meus inimigos me perseguem impiedosamente
Quando me encontram, erguem-me e me esmurram
Batem até não lhes restar mais força
E esfregam sal sobre as minhas feridas

Tomam meu corpo e o atiram nos sepulcros
Abandonam-me em meio aos cadáveres
Enquanto riem e celebram jubilosamente
Dando pinotes em seus cavalos

No céu, já voam em círculo os abutres
No chão, revolvem-se os cadáveres
Atônitos, me observam os fantasmas
Enquanto se agitam os morcegos

Meu corpo treme e sente calafrios
Aos poucos, meu fôlego se esvai
Os olhos não conseguem se abrir
E o sangue escorre suavemente

Salva-me, Senhor, antes que o fio se rompa
E se desfaçam no ar os meus sonhos
Levados pelo sopro da noite
Para as trevas do esquecimento

Escrito por Helder Nozima às 00h03
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Reencontro

Amarga amiga, doce Ilusão, eis-me aqui outra vez
Vítima de suas palavras, seduzida por suas promessas
Deixei que cegasse os meus olhos e me tomasses pela mão
Embriagado, fui levado pelos teus caminhos

Ali, em meio ao deserto me achastes
Venceste-me pelo calor do Sol
Pela angústia da sede
E pela loucura da fome

Mostraste-me água e palmeiras
Um local de sombras e frescor
Em meu desespero, corri para lá
Mergulhei em meio a tuas miragens

Bebi a areia como se fosse água
Nu, nadei em meio as dunas
Tomei o Sol pela Lua
Na loucura de meu delírio

Mas abandonaste-me em meio a chamas infernais
Com o corpo consumido pelas queimaduras
E as entranhas repletas de areia
Consumido pela febre e doença

Até mais, velha amiga, cruel companheira
Fuja eu de seus passos e ignore tuas palavras
Escape eu de seus lábios enganosos
E de teus caminhos de morte.


Escrito por Helder Nozima às 23h18
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