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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, Homem, de 20 a 25 anos



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Poesias e confissões de um nipo-reformado
 

Conversa com a Noite

Olho pela janela e contemplo a noite
Vestida de negro, cheia de brilho
Adornada pela brancura do luar
E pelo discreto brilho das estrelas

Passeiam meus olhos pelo céu
À espera de um sinal, de uma visão
Pela visita de um Anjo
Pela chegada de um sonho

Sinto o teu suave sopro
Refrescando-me do calor do dia
Embalas-me em teus braços negros
Ao som de cantigas de amor

Recordo-me de quando eras minha amiga
E aguardava ansiosamente a sua chegada
Era hora de sair, de viver, de amar
De viajar pelas ruas da cidade

Que surpresas ainda me trarás?
Voltarás a ser minha amiga?
Traga-me, eu te peço, o meu Anjo
Junto com o mais belo sonho

Escrito por Helder Nozima às 21h56
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A viagem ainda não acabou

Agitado mar, cruel tempestade
Lançaste-me de um lado para o outro
Como se fosse um simples brinquedo
Atirado ao ar por uma criança

Emparedaste-me entre muralhas de água
Iluminadas pela luz dos relâmpagos
Não houve como resistir à sua força
Fui quebrado pelo poder de seus ventos

Venceste-me, mas não para sempre
Quebraste o mastro e rasgaste as velas
De madeira nova o reconstruirei
O vento tornará a inflar minhas velas

Tornarei a enfrentar-te, ó imensidão azul
Cortarei tuas ondas, vencerei tua fúria
Acharei novas ilhas, verei novas terras
Conquistarei tesouros ainda não achados

Ainda acharei um porto que me acolha
Na mais paradisíaca das ilhas
Pontilhada pelas mais belas praias
Nos braços da mais bela mulher


Escrito por Helder Nozima às 21h29
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Um recado para ela

Nas ilusões procuro por ti
Quando, finalmente, a acharei
Não mais em meus devaneios
Mas no corre-corre deste mundo?

Já não suporto mais os sonhos
Pois evocam vazios e ausências
Que não consigo preencher
Apenas sofro, perdido em meu leito

Acaso existes? Ou não passas de miragem?
Como eu anseio a sua existência
Só isso já me alentaria a alma
E traria alívio ao meu corpo

Aguardo por ti, em meio aos suspiros
De um coração ensangüentado
De olhos lacrimosos
De lábios sedentos por teu beijo.

Escrito por Helder Nozima às 13h16
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Sofrimentos de um pecador

Ah, como é grande o meu desejo
Quem me dera pudesse realizá-lo
Acaso não reviveriam os meus ossos
Minha carne não saltaria de alegria?

Contudo, pesas sobre mim a tua mão
Estendida está, não para conceder
Mas para reter e reprimir, corrigir e castigar
Sofro por causa de meus pecados

Ah, Senhor, por que não vi com teus olhos?
Persegui os desejos do meu ventre
E acabei envolvido em armadilhas
Tropecei nas ciladas de meu próprio coração

Tomei o mal por bem, o erro por acerto
E, desde então, te voltaste contra mim
Cercaste-me com teus exércitos
Entregaste-me na mão dos meus adversários

Já não sinto mais o gosto das iguarias
Perdi de todo o apetite
Minha língua se embotou
Em dificuldades engulo o alimento

Os meus ossos se derretem como água
Não consigo mais me manter em pé
Minha coluna entortou-se
Os meus músculos se afrouxaram

Tenho olhos que não vêem
Não discernem as trevas da luz
Já não vejo mais onde está a sua mão
Ando tateando como um cego

Meus ouvidos estão confusos
Perdidos em meio a profusão de vozes
As palavras me chegam desconexas
Não sei mais quando és tu quem falas

Sou como a cidade cercada
Por dentro, fome e desespero
Por fora, exércitos desafiadores
Minhas portas estão prestes a cair

Não há a quem recorrer
Meus amigos estão longe
Grito e clamo por socorro
Mas eles não podem me ajudar

Estou sozinho, encerrado no topo da penha
Abaixo, escalam os perseguidores
Cada um com sua espada no cinto
E com ódio em seu coração

Até quando, Senhor, até quando durará a minha angústia?
Não consigo mais achar descanso, somente tormentos
Somas dor a minha dor, e decepção a decepção
Foi-se o brilho dos meus olhos

Fortalece-me, Senhor, pois teu juízo me consome
Corrige-me, ainda que com açoites
Mas não despedaces a minh’alma
Nem me abandone no silêncio

Que eu saiba passar pela tua disciplina
E consiga suportar o teu castigo
Mas faze-me aprender a lição
Desvia-me do caminho do mal

Pequei, e reconheço os meus erros
Quem me dera pudesse voltar atrás!
Mas, agora, compadece-te de mim
E salva-me de meus erros

Minha vida está em tuas mãos
Não a destrúas no teu furor santo
Dá-me a graça da restauração
A alegria da salvação

Viva eternamente o Senhor dos Exércitos
Deus que domina sobre bons e maus
Que minh’alma se curve aos teus pés
E contigo esteja o meu coração


Escrito por Helder Nozima às 00h25
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