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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, Homem, de 20 a 25 anos



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Poesias e confissões de um nipo-reformado
 

Cansado do mar

Acaso nunca te veio a mente a hipótese
De largar esta vida de marujo e parar?
Sei lá, abandonar as viagens pelo mar
E viver em terra firme, como os demais?

Estou cansado das tempestades
De ficar com o coração na mão
Enquanto sou açoitado pelo vento
E quase submerso pelas ondas

Ou então do ataque dos corsários
De vê-los roubar os meus tesouros
Enquanto luto com minha espada
Contra toda a sua esquadra

Fatiguei-me de ir atrás de tesouros que não encontro
De sereias que não existem e praias que não acho
Fui atrás de lendas, e tudo o que encontrei foi o vento
Gastei meus recursos indo atrás de fantasmas

Cansei-me das histórias do mar
De seus grandes heróis e épicos feitos
De suas viagens fantásticas cheias de aventuras
De suas mentiras deslavadas e exageros desmedidos

Quero ser uma pessoa normal
Liberto da hipnose do oceano
Do desejo de ser extraordinário
Dos sonhos de ser alguém famoso

Não quero mais ser o que não sou
Sonhar o que não posso alcançar
Desejar o que não é para mim
Chorar pelo que não posso ter

E agora, mar, que devo fazer?
Sofre o coração deste velho marujo
Ferido por teus perigos
Seduzido por teus encantos

Escrito por Helder Nozima às 00h05
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A passagem do tempo

O tempo passa, e as feridas não saram
Somem, escondem-se no íntimo do ser
Mas lá permanecem, intactas, latentes
Como agulhas que não param de doer

O tempo passa, e as decepções aumentam
A inocência se perde, surge a cru realidade
Os sonhos caem, como castelos de areia
Multiplica-se o fardo sobre as costas

O tempo passa, os amigos escasseiam
Vão-se embora os que o amavam
Deixam-te os que te compreendiam
Levam para longe os seus amados irmãos

O tempo passa, as desconfianças aparecem
A mão não se estende mais com facilidade
Pois são muitos os interesseiros
E pouco confiáveis as “amizades”

O tempo passa, e o fervor diminui
Passa logo o fogo da juventude
E junto com ele o vigor da mocidade
O corpo cai, as forças desvanecem

Quem me dera fazer o relógio parar
Mas o tempo não para, nem pode parar
Por isso ele passa, e passa
Passa até que eu também venha a passar

Escrito por Helder Nozima às 23h29
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Desejando as alturas

De todos os desejos, não há um pior
Do que o desejo de ser grande
Querer ser maior do que se é
Poder tocar o céu com as mãos

Uma vez que se contraia tal moléstia
Não há mais como deixá-la
Corrói o seu íntimo como um câncer
Devora seus pensamentos continuamente

Tal desejo rouba o gosto do dia-a-dia
Os pequenos prazeres já não bastam
A realidade se torna monótona
Os dias correm em grande enfado

O preço de tamanha aventura
É alto como as nuvens
Tem o valor de uma vida
Custa toda uma existência

Felizes os desprovidos desta ambição
Contentam-se com o que possúem
Conhecem o valor da simplicidade
Fazem as pazes com a satisfação

Felizes os que conseguem pagar o preço
Receberão de muitos o louvor e a admiração
Tocarão a face dos céus, se deitarão sobre as nuvens
Farão com que o mundo avance

Ai dos que sonham e não alcançam
Dos que não se contentam com o que têm
E não conseguem o que desejam
A frustração lhes servirá de quinhão

Escrito por Helder Nozima às 23h15
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Para minha velha amiga Sol...

Velha amiga, mais uma vez nos encontramos
Não que tenha levado tanto tempo
Afinal, nunca me deixas! Sempre me segues
Teus passos sempre andam perto dos meus

Senta-te, não tenho companhia para o jantar
Como bem sabes, apenas tu estás aqui
Bebamos juntos o teu vinho amargo
Comamos juntos o pão que preparaste

Não é necessário te dizer palavra alguma
Meu silêncio não te encobre nenhum segredo
Tu conheces meus piores pensamentos
E ouves todos os meus segredos

É contigo que brota minha poesia
Ao teu lado, acho paz para escrever
E consigo expressar meus amores
Minhas angústias e temores

Faltarão os amigos, mas nunca me deixarás
As mulheres me darão as costas, mas estarás comigo
Não me entenderão nem me aceitarão
Mas eu sei que você jamais me abandonará

Morrerão as pessoas, subirão os fantasmas
Sonhos ruirão, esperanças falharão
E você verá todas estas coisas
E me acompanhará, até o meu fim

Desde a infância estás comigo
Na adolescência foi minha melhor amiga
Na juventude não me largaste
E assim o será, até na minha velhice

Você treinou a minha alma
Ensinou-a a mergulhar em águas profundas
E a andar nos caminhos do sofrimento
Foste minha melhor amiga, e uma inimiga de valor

A ti devo muitas de minhas dádivas
Mas também muito da minha dor
Teus braços me conferem proteção
Mas também causas muito sofrimento

Ao menos sei que não me rejeitas
Ouvistes todos os meus lamúrios
Viste meus piores choros de luto
Acompanhaste toda a minha dor

Velha amiga, eis que voltaste
Pois mesmo que esteja cercado de pessoas
Você sabe que muitíssimas vezes
Estávamos apenas nós dois: eu e você

Escrito por Helder Nozima às 00h10
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Hora do descanso

Recolham as armas, tornem ao castelo
Acabaram as batalhas, é a hora do descanso
Hora do cavaleiro voltar para sua dama
E dos cavalos serem recolhidos ao estábulo

Levantem a ponte, tranquem as portas
Mantenham o muro bem guardado
Para que eu possa retirar minha armadura
E tratar os ferimentos da guerra

Vou me recolher ao meu quarto
E desmaiar sobre o meu leito
Meu corpo precisa de repouso
Minha alma carece de remédios

Hora de recompor as forças
E avaliar os feitos de outrora
De treinar os soldados do amanhã
E reorganizar as fileiras do presente

Escrito por Helder Nozima às 23h48
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As correntes da vida

Não adianta querer, muito menos sonhar
A vida é uma torrente indomável
É um rio que não pode ser dominado
Cujo caminho não podemos prever

Mesmo que haja os que a controlem
Cedo ou tarde perderão o seu domínio
A vida prega peças em todos
Ninguém a domina para sempre

Ela a todos contraria, não gosta de agradar
Oferece espinhos a todos que a seguem
Farta-nos de iguarias desagradáveis
Enche os nossos copos de enfado

São poucos os que provam de seu melhor
E raros os momentos de grande deleite
Vive bem quem rebaixa suas expectativas
E se contenta com o que ela te oferece

Escrito por Helder Nozima às 23h34
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